Tabuleiros do Cais

Cuidadoso, o vendedor lava os pescados antes de falar com nossa reportagem. Estava perto do meio-dia e as vendas de Sandro estavam apenas “esquentando”. O movimento é sempre grande quando os pescadores chegam ao cais. “As pessoas querem o peixe mais fresco possível”, revela.

Com sorriso no rosto, piadas prontas a cada segundo e “cobrando” cachê pela entrevista, o vendedor Pedrinho consegue cativar com seu jeito irreverente a sua clientela. Ele sobrevive da vendas de peixes do rio Capibaribe há mais de dez anos e tem uma energia que nenhum de seus amigos sabe explicar de onde surge. Talvez seja a vontade de viver com dignidade. O pescador, que passou um tempo preso por motivos que ele fez questão de que não fossem revelados na matéria, vive hoje a alegria de quem já sofreu o inferno de viver enclausurado.




O ambulante João José é cliente fiel dos tabuleiros do cais. O que mais o atrai são os preços baixos e a facilidade para barganhar.




Uma banca de madeira é o suficiente para os vendedores comercializarem seus produtos.






 

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